sábado, 30 de janeiro de 2010

Uma lembrança a bem da moralidade pública (1914)



Não tendo sido realisado o programma do Tenente-Coronel Cipriano Lopes de Vasconcellos Galvão, quanto a ficar esta Villa cercada, para evitar a frequencia de animais soltos no local desta mesma Villa, todavia o Coronel Ladislau de Vasconcellos Galvão, então Presidente da Intendencia, no cumprimento da lei, fizera retirar ditos animmaes, de modo que os moradores ficarão em tranquilidade, embora frequentassem os jumentos de trabalho, dos quaes, o maior numero, não são castrados. Esses jumentos, que deverião estar presos com segurança, e não soltos, como vivem, são contra a moralidade publica, visto haverem jumentas tambem soltas, de modo que as familias se achão privadas de chegarem às janellas, maxime na epocha de festas religiosas, quando todas desejão observar o que se passa licitamente. Já se dera caso de jumentos até dentro da Egreja Matris, como fôra denunciado por pessoa criteriosa, tanto que senhoras, que alli estavão em orações se retirarão horrorisadas! O Fiscal, que é a autoridade competente para fazer desapparecerem as immoralidades, dormem e não vê; por tanto, "O Batel" leva ao conhecimento do occorrido, á fim de serem dadas as providencias, que o caso exige, á bem da ordem publica. O Exmo. Presidente, como conhecedor da lei, e amigo da moralidade de sua terra natal, fará o que for de justiça.

Fonte: Jornal O Batel, Currais Novos, 31 jan. 1914, p. 4.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O fim das atividades do GRÊMIO "DOMINGOS SÁVIO" (1972)


 

domingo, 17 de janeiro de 2010

1ª Companhia do 3º B.E.C - (Currais Novos - anos 1960/70)

[POST EM FORMATAÇÃO

sábado, 16 de janeiro de 2010

Vamos à festa: Companhia Sansony e Cinema Potyguar (1913)




Para a historiadora Emanuela Ribeiro, “a maior parte das oportunidades de lazer que a população tinha acesso, possuía motivação religiosa” (2000, p. 78).

Partindo dessa assertiva e consubstanciados nas coleções de antigos impressos, podemos deduzir que por ocasião destas festas religiosas, notadamente, as de padroeiros(as), nas pequenas cidades e vilas, a população se mobilizava para organizar os festejos e suprir as necessidades do crescente afluxo de pessoas.

Para dar suporte às demandas de consumo, embora efêmera, convergiam para esses pequenos centros urbanos, toda sorte de artífices, artistas, ambulantes, etc.

Assim, em junho de 1913, o jornal O Batel, nas vésperas de mais um festa de Sant´Ana, propagandeava em suas páginas mais um leque de "diversões" para o período festivo.

Vejamos, o teatro:

"COMPANHIA SANSONI"

Amanhã á noite estreará os seus trabalhos aqui, esta bôa Companhia, que compõe-se de 22 pessoas, sendo 13 artistas que com perfeição executam os trabalhos concernentes a sua arte, e que, desde já, compromettem-se a agradar ao público geralmente, dispondo, para isto, de variadíssimo repertorio.

Todos ao espetaculo da manhã, a nova avenida!!
O cinema:
"CINEMA POTYGUAR

Estreará amanhã!

Este importante Cinema possue um grande e variado repertorio de fitas, notando-se, entre outras, a fita sacra - PAIXÃO E MORTE DE NOSSO SENHOR JESUS CHRISTO - a qual será a pimeira d´amanhã.

TODOS A ELLE!
O artista:

Francisco J. das Chagas, faz sciente a todos os noitarios desta festa que executa com presteza toda e qualquer peça que seja confiada; estando, portanto, às ordens de todos. 19-7-1913

Bibliografia:

Jornal O Batel, Currais Novos/RN, 13 e 18 jul. 1913.

RIBEIRO, E. S.. O poder dos Leigos: Irmandades Religiosas em São Luís no Século XIX. UFMA. Monografia conclusão Curso de História. São Luís, 2000 (Monografia de Conclusão de Curso).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SÉRIE FOTOGRAFIA ITINERANTE: Luís Carneiro (déc. 1920/30)


Luís Carneiro (à confirmar)

Essa magnífica e rara fotografia pertence ao acervo fotográfico da Fundação José Bezerra Gomes.
Em seu verso está escrito: "Luís Carneiro".

Sem apresentar maiores informações sobre o homem que está sendo retratado, muitas dúvidas surgiram.

Seria realmente um fotógrafo? Ou apenas uma cena fotográfica?

O nome pertenceria deveras ao indivíduo retratado?

Este questionamento só afluiu devido ao tipo de tinta (azul, possivelmente de um caneta esferográfica) com a qual está registrado o nome encontrado no verso da fotografia. Ocorreu-nos que muito depois da factura da fotografia, houve a intenção de registrar a identidade daquele indivíduo que ora se encontrava anônimo, ou seja, numa típica atitude memorialística.

Em março de 2007, d. Judith Batista, ao conceder entrevista sobre as práticas educacionais aplicadas no Grupo-Escolar Capita-mór Galvão nos anos de 1930, reconheceu o "anônimo-fotógrafo", de pronto, d. Judith informou que o retratado tratava-se de "Luís Carneiro".

Ao anônimo, certificavasse sua identidade, aliás, confirmavasse a intenção do registro memorialístico. Quanto as dúvidas sobre a identidade do anônimo-fotografado, todas dissipadas.
Surgia, de imediato, novos interesses sobre aquele instrumento do ofício fotográfico. Para amenizar as crescentes e longas especulações, recorremos ao colecionador e especialista em máquinas fotográficas antigas, Mário Bock, que nos enviou informações precisas sobre a máquina fotográfica em questão:
Esse tipo de câmera foi muita usada até a década de 1960. É uma câmera de fole de tamanho médio com características avançadas, tipo "profissional", já que expunha chapas de vidro do tamanho 12 x 18 cm que produziam fotos de excelente qualidade e ainda facilitava o retoque.
Outras câmeras, que podiam ter o mesmo tamanho já usavam filme de celulóide, em rolo, invenção da Kodak no final do século XIX.
As câmeras como a da foto eram portáteis e contavam com pequeno visor e outros sistemas de enquadramento, recursos que dispensavam o foco no vidro despolido da pare traseira, o que em câmeras maiores do tipo obrigava o uso de tripé e pano preto para para facilitar a focalização.
Tinha bons recursos, inclusive para correção de perspectiva e distorção da foto, muita precisão e geralmente vinha com objetivas alemãs de primeira qualidade, que produziam fotos muito nítidas.sem nada a dever com as atuais.
Pelo tamanho compacto, podiam ser totalmente fechadas para o transporte transformando-se numa "caixinha", estavam sempre à mão, eram práticas e rápidas de usar.
No entanto, o uso de placas de vidro - que podiam ser sensibilizadas pelo próprio fotógrafo ou compradas prontas - exigia cuidado para não quebrar, pois eram muito finas e delicadas.
Já a revelação costumava ser na hora, feita pelo próprio fotógrafo, bastando ter à mão o revelador e fixador apenas.
A câmera da foto, que tenho inúmeras do tipo na minha coleção, é dos anos de 1920. Do tipo, a mais usadas no Brasil foram as da marca Zeiss Ikon, preferidas pela alta qualidade do equipamento e da foto produzida. Seguramente é a da foto.
No entanto, pode ser também das marca Goerz e Voigtländer, bem vendidas por aqui (e mais baratas) e diversas outras, como da Agfa e Ernemann.

[visite: http://www.girafamania.com.br/introducao/amigos_colecionadores_mario.html]

domingo, 10 de janeiro de 2010

SÉRIE FOTOGRAFIA ITINERANTE: Pedro Marçal (déc. 1910/20)





Pedro Marçal, fotógrafo itinerante paraibano, vencia as léguas do velho caminho que ligava a vila dos Currais Novos à Vila de Picuí, atravessando rio, riachos, serras, solidão.

Fotograva por temporadas - festas religiosas e políticas - em um pequeno espaço atrás do edifício da Intendência (hoje Palácio Raul Macêdo).

A maioria de suas fotografias eram cartes de visite que circulavam entre os velhos e os novos, como forma firmar e confirmar os laços de amizade e fidelidade.


Carte de visite de Bevenuto Pereira de Araújo

Pedro Marçal é tio do fotógrafo Jomar Juvito.

POST EM COMPOSIÇÃO


sábado, 9 de janeiro de 2010

Arrendamento do Stádio Cel. José Bezerra


Oscar de Lima Pinheiro
(Oscar Flamengo)

Oscar Flamengo foi arrendatário do estádio de futebol, em contrato assinado durante a gestão do prefeito em exercício Gilberto Lins.

Este contrato foi discutido na Câmara Municipal e sofreu forte rejeição por parte dos vereadores Radir Pereira e Othon Filho.

Argumentava Radir Pereira em sua manifestação no plenário:
"... a respeito do arrendamento do Stádio Cel. José Bezerra ao Senhor Oscar de Lima Pinheiro, queria confessar a 'sua' discordância. 'Afirmou', porém, que não o fazia com espírito de crítica, mas sim com naturalidade e franqueza, visando apenas o intêresse do Município. 'Admitiu' que o Stádio, se administrado diretamente pela Prefeitura, renderia muito mais e o "foot-ball" não ficaria prejudicado...".
Oscar Flamengo foi um dos maiores entusiastas do futebol na cidade de Currais Novos.

Fonte: Livro nº 3 de Ata da Câmara Municipal de Currais Novos (1954-1958), p. 128/128v