Este espaço não é destinado as coisas do cotidiano, tampouco requerer "isso" ou "aquilo" aos poderes constituídos.
Nosso intento é "recuperar", "reconstituir", "resgatar", ou, toda sorte de sinonímia que o leitor queira utilizar.
Buscamos, sim, Senhor leitor, preservar o patrimônio, as memórias, as práticas e fazeres, difundir os acervos materiais e memorialísticos, com uma finalidade histórica e uma função socioeducativa.
Nesse mesmo diapasão, Currais Novos recebeu diversos títulos: "a capital da xelita", a "maior jazida de xelita do Brasil", etc... canta-se aqui a importância das minerações para o desenvolvimento da cidade, outrora: "Princesa do Seridó".
Como protagonista da mineração de xelita em Currais Novos, rendem-se loas e graças ao des. Tomás Salustino - de fato, inolvidável benemérito curraisnovense.
No entanto, estamos perdendo cotidianamente as memórias daqueles que participaram ativamente de todo esse processo - OS MINERADORES.
Aqueles precursores da primitiva mineração manual estão definhando, subjulgados pelo "alzheimer", pelo descaso, pela própria condição humana.
Dos bateadores aos mineradores que utilizavam às noveis técnicas industriais, todos eles, sem exceção, estão definhando fisicamente, e, com eles, as memórias e vivências de um labor adusto - a MINERAÇÃO.
É nossa obrigação, enquanto comunidade, tentar edificar e organizar o MUSEU DO MINERADOR - um lugar de encontro do trabalhador consigo mesmo, com sua história e com o seu tempo.
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Fotografia: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=fpp&uid=5782968410659695608
